Estrutura imensa, feita de madeira, oca por dentro, de modo a abrigar inimigos; na verdade uma armadilha estratégica.
Fins de uma longa guerra: muito embora
o fracasso na invasão da cidade, os gregos resolveram presentear os guardiães
da inexpugnável Troia. E o cavalo, de fato, existiu? Não, somente uma lenda;
mito literário. Quem sabe uma metáfora? Talvez a narrativa para convencer os irredutíveis
troianos... E os troianos aceitaram o “presente”; por isso foram derrotados.
Não, não falarei em corrupção ativa ou passiva. Mas que significado teria o
cavalo? Simples: uma primeva diplomacia, um arcaico exercício politiqueiro. Se
bem que eficiente. E olha que o fato teve lugar entre os séculos XIII a. C. e XII
a. C.
É, parece-me que os gregos adoram
fazer uso de metáforas, pois o Cavalo de Troia, ou seja, a falácia, a
narrativa, o logro, o fabricado engano foi mais uma vez utilizado. Estamos agora
no século VI a. C., quando alguém chamado Clístenes resolveu fazer “reformas
políticas”. Eis a democracia: o “presente” dado ao povo para que ele tenha a
ilusão (alucinação) de que está no controle. Curioso é que, não obstante o
advento da democracia, os gregos de então diziam-se aristocratas. Por que? Ora,
a desorganização e estagnação são resultados do conflito de ideias. E o pior,
assistimos à rodo déspotas falarem em democracia.
Se quiserdes discordar acerca da
metáfora, estai à vontade. Contudo, não há como negar o ardil e o encantamento dissimulado
no discurso democrático.