segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O cavalo como metáfora

 

Estrutura imensa, feita de madeira, oca por dentro, de modo a abrigar inimigos; na verdade uma armadilha estratégica.

Fins de uma longa guerra: muito embora o fracasso na invasão da cidade, os gregos resolveram presentear os guardiães da inexpugnável Troia. E o cavalo, de fato, existiu? Não, somente uma lenda; mito literário. Quem sabe uma metáfora? Talvez a narrativa para convencer os irredutíveis troianos... E os troianos aceitaram o “presente”; por isso foram derrotados. Não, não falarei em corrupção ativa ou passiva. Mas que significado teria o cavalo? Simples: uma primeva diplomacia, um arcaico exercício politiqueiro. Se bem que eficiente. E olha que o fato teve lugar entre os séculos XIII a. C. e XII a. C.

É, parece-me que os gregos adoram fazer uso de metáforas, pois o Cavalo de Troia, ou seja, a falácia, a narrativa, o logro, o fabricado engano foi mais uma vez utilizado. Estamos agora no século VI a. C., quando alguém chamado Clístenes resolveu fazer “reformas políticas”. Eis a democracia: o “presente” dado ao povo para que ele tenha a ilusão (alucinação) de que está no controle. Curioso é que, não obstante o advento da democracia, os gregos de então diziam-se aristocratas. Por que? Ora, a desorganização e estagnação são resultados do conflito de ideias. E o pior, assistimos à rodo déspotas falarem em democracia.

Se quiserdes discordar acerca da metáfora, estai à vontade. Contudo, não há como negar o ardil e o encantamento dissimulado no discurso democrático.

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