Nossa língua, creio eu, em bem pouco tempo necessitará tradutor. Por que? Vós me perguntais, contudo vosso questionamento é retórico. Nosso idioma sofreu bullying! Não, não foi apenas seduzido, mas está sendo agredido. (Aqui evito usar o termo pervertido para fugir de conotações sexuais). Em verdade vos digo que um novo dialeto está sendo “arranjado”. O saudoso Ariano Suassuna, dentre seus inúmeros causos, nos fala de certa loja, em Recife, cuja razão social atendia pelo nome de Macambira’s Center. Pasmai: uma bromélia nativa da caatinga, coisa bem brasileira, mesclada a um substantivo forasteiro. (Não se trata de xenofobia!)
Mas eu também tenho um causo para vos
narrar. Vamos a ele! Convidaram-me para tomar uma pura, cachaça, uma branquinha
(assaz preocupado com possível conotação racista). E aceitei o convite,
contanto que o marafo não estivesse batizado com metanol. O lugar? Sorri à
vontade: The Bregas’ Paradise. Pois bem, domingo próximo da hora do almoço e eu
aboletado em um banco, frente à raquítica mesa, no Paraíso dos Bregas. O garçom
trouxe a primeira, a segunda e terceira rodadas. Alguém de nosso grupo começou
a falar besteiras e se mostrar alterado. Um outro disse que estava na hora de
nos despedirmos. Achei ótimo; já me arrependera de lá ter ido.
A conta! Alguém gritou. O garçom
prestimoso nos apresentou a nota. Cada um paga a sua! Ótima ideia, se bem que
nem todos dispunham de qualquer valor. Eu resolvi pagar toda a despesa e
abandonar o mais rápido possível aquele lugar. Quando estendi meu cartão de
crédito, o que estava alterado aproximou-se aos tropeções e vomitou no garçom.
Os demais ergueram o bebum e o afastaram dali. Eu me desfiz em desculpas para com
o rapaz que nos servira. Foi então que fiquei assombrado. Em resposta ás minhas
desculpas e preocupações o jovem respondeu-me: What happens in Bregas’ stays in
Bregas’.
The pure Tupiniquim English!
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