Ouse saber! Mas os pais e avós sempre recomendaram evitar a ousadia. Faz-se mister sabedoria para ser ousado. Afinal, ousadia não só traduz-se em coragem e/ou originalidade, mas também em atrevimento, audácia, impertinência. Houve uma época em que o ousado não era muito bem visto. Hodiernamente, entretanto... E o saber? Os antigos também diziam: “o saber não ocupa lugar”, ou seja, o saber transcende o espaço-tempo. Porém, há os que se colocam contra o saber, pois que este não combinaria com a requestada felicidade. Haveria, de fato, um vínculo entre felicidade e ignorância? Não creio que a felicidade limite-se a boas circunstâncias, acontecimentos positivos, êxito em empreitadas.
Pois bem, no intuito de conhecer a
felicidade, fiz-me ousado. Ousei saber! E ao assim fazê-lo, de início,
tornei-me pretensioso, vaidoso, o que muito me afastou da originalidade, da
inovação. A sabedoria, por sua vez, conduziu-me ao insulamento. E nesse estar
em mim, percebo que o saber sempre se mostra limitado. E foi a limitação no
saber que de mim expurgou toda a vaidade. A patente carência de saber serve-me
como incentivo ao próprio saber... Então daí depreendo a ousadia; ousar saber é
atender ao convite de um conhecer sempre pedinte. E é nessa busca que reside a
felicidade.
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