quarta-feira, 22 de outubro de 2025

O eterno retorno do mesmo

 

É, parece-me que Friedrich Nietzsche tinha razão... Cada momento da vida é vivido de novo (e de novo e de novo) integralmente, ou seja, com todas as alegrias e os sofrimentos. E como o ser humano reage a isso? Ora, o ser humano não quer tal repetição. Seres humanos querem só alegrias; empenham-se em acabar com os sofrimentos. E o que acontece? O sapiens sapiens, aquele autoconsciente e de raciocínio avançado, usa de seu desenvolvimento cognitivo e conhecimento científico para se repletar de prazeres e comodidades. Acontece que o cômodo leva à inação e o excessivo prazer conduz ao dissabor, pois que o desejo não conhece a saciedade. Logo, tudo se torna enfadonho. E o molesto acaba por degradar o próprio ser humano, ou seja, um retorno. Então vos pergunto: o que temos em dias atuais? Nem mesmo o homo sapiens, mas um stultus; algo próximo de um neanderthalensis, quiçá de um Australopithecus.    

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