A COVID 19 foi a oficialização do oficioso, haja vista o empenho, inclusive da OMS, em sua divulgação. Mas já faz um tempinho que convivemos com as mais “variegadas” epidemias. Duvidais? Pois bem: Tende cuidado com o glúten! Tal aviso encontra-se preso à porta de certo nutricionista. Ora, glúten é trigo, é pão. Todavia, pessoas saudáveis devem evitá-lo. Outra? Atualmente, venho me dedicando no pesquisar a quantidade de pessoas intolerantes à lactose no mundo. Contradictio in adjecto: seres humanos são mamíferos intolerantes ao leite! Permitamo-nos sorrir à larga. Curioso: paralelamente observo o lucro das indústrias farmacêuticas e alimentícias.
Seriam os seres humanos hipocondríacos
por natureza? Ou tudo se resume a rotular? É pertinente recordar-vos de que
“doenças” de cunho psicológico - neurastenia, histeria, esquizofrenia -
estiveram em alta no início do século XX. A anorexia conheceu seu auge na Belle
Époque, apesar de dizer-se um período de otimismo. Nossos dias, assim o atestam,
caracterizam-se pelos transtornos emocionais; são doenças psicossomáticas como
depressão, ansiedade, enxaqueca, dermatite atópica ... Ufa! Percebestes que em
face de qualquer esquecimento alguém evoca o Alzheimer? Aqui arrisco-me a dizer
que o rotular revela-se como fundamento. Quereis um exemplo? Pois bem. Vamos a
ele!
Em decorrência da idade, optei por uma
vida nada social. A atualidade, por si mesma, dificulta as interações sociais.
O que mais se vê são pessoas, independente se crianças, jovens, adultos ou
idosos, de olhos grudados em telas de aparelhos celulares. Eu sou um aficionado
em livros; gosto de ler, de escrever. Não tenho o que conversar com pessoas que
desprezam a leitura, o conhecimento. Não vou a bares, a restaurantes, cinemas,
teatros, não mais faço visitas. As artes, como um todo, incorporaram o prepóstero,
o vulgacho. Enfim, não mais me identifico com o mundo. Atividades? Escrevo e leio
repetidamente. Pois bem, meus filhos, preocupados com este meu calculado
insulamento, buscaram orientações de “profissionais terapeutas” no intuito de
reintroduzir-me socialmente. Sabeis qual foi o diagnóstico? Eu teria sintomas
da Síndrome do Espectro Autista!
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