Mesmo a dar razão aos argumentos de Charles Spurgeon, não pretendo entrar no mérito da polêmica declaração: “Política e Religião não se discute!” Nada obstante, creio haver algo em comum nas ações postuladas por tais substantivos.
Começo por referir-me ao verbo
doutrinar. Ora, doutrina nada mais é do que um conjunto de fundamentos,
princípios e dogmas que formam a base das religiões. Porém, doutrinar também é inculcar
em alguém crença ou atitude particular. Religiosos e políticos fazem uso da
oratória para angariar seguidores. Preocupa-me, no entanto, “àquela” doutrinação
que, sem sombra de dúvidas, tem por objetivo precípuo plasmar digressões
politiqueiras.
Pergunta-se: seria a política uma
espécie de religião? Bem, em face de tantas semelhanças, sou levado a crer que
sim, afinal religiões prestam culto a divindades. Eu diria que há uma espécie
de reverência, um dever sagrado, inquestionável, no seguir algumas “divindades”
de esquerda. E mais, a mencionada doutrina é extremamente sectária,
intolerante, muito embora os fatigantes discursos de inserção social advindos
de um cansado estruturalismo.
O patente fanatismo, fruto de
engendrada educação, faz-se presente, se bem que vazio de qualquer conteúdo
metafísico. O reverenciado materialismo tornou imanente o transcendente. Contudo,
a militância esquerdista vale-se de estruturas religiosas para impor seu modus
operandi: a perseguição voltada aos opositores seria justificada porque estes
estariam próximos de uma idolatria. Pasmai, pois a dita religião política traz
em seu bojo o gnosticismo, isto porque seus “fieis” dirigentes dizem possuir um
conhecimento diferenciado; uma intuição individual bastante restrita.
Permito-me sorrir.
Entre risos, portanto, no tocante a
esta pagã e hipócrita “religiosidade”, declaro-me ateu.
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