Creio que, de um modo geral, seres humanos sempre tiveram dificuldades no relacionar-se com o mundo. Acerca disso, estou ciente, sobejam dúvidas. Porém, as dificuldades nas relações nunca impediram uma identidade; as dificuldades integravam a identidade. Eis a questão: eu não mais me identifico com o mundo. Será que o mundo, a vida como um todo, perdeu sua identidade? Seriam outras as dificuldades? Ou tratar-se-ia de uma busca por não dificuldades? Facilidades? Projetos ditos sociais apenas constroem sociedades pusilânimes. A geração Z não quer obstáculos; o ativismo Woke descaracteriza o Lebenswelt, o Mundo da vida.
Esse “Novo Mundo”, mesmo através da
arte, só retrata sua própria obsessão, sua agressividade, uma nefasta permissividade.
Narrativas sucedem narrativas; tudo falácia, retórica empolada. Valores, os
mais basilares, perderam-se num palavreado vazio e descabido. As novas gerações
carecem de referências, porque estas foram desconstruídas. Então surgem os influencers; estes tiram proveito de
seus seguidores e os tornam cada vez mais distantes de qualquer realidade. Destarte,
lacunas serão preenchidas com drogas e/ou suicídios.
Em suma: O mundo perdeu o sentido; a
vida perdeu o sentido
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