Por certo, minha motivação não foi a mesma que a de Pablo Neruda. Mas vivi... e com intensidade. Uma invejável bagagem fez-me assimilar experiências incríveis. Comecemos pelo auge do jazz e a mistura de blues, gospel e country na origem do rock and roll. Originado no movimento Beatnik, a contracultura Hippie. Anos sessentas: o Festival de Woodstock, Beatles e Rolling Stones. No Brasil a Bossa Nova, a Jovem Guarda. Na política, a tentativa de implantarem em meu país uma “ditadura do proletariado”. Paralelamente vivenciei por 21 anos um severíssimo governo militar.
Mas também pude desfrutar de Festivais
de Música Popular Brasileira, bem como de Festivais Internacionais. Meu país
foi tricampeão mundial na época em que nosso futebol era referência: o futebol
arte. E veio o colapso da União Soviética, a queda do muro de Berlim e o fim da
Guerra Fria. A chegada do Plano Real, enfim, para estabilizar uma moeda até
então vítima da hiperinflação. Um primeiro mamífero a balir foi clonado. Os
ataques terroristas em 11 de setembro às Torres Gêmeas do World Trade Center. A
chegada da Internet, smartphones, redes sociais, etc. Certa epidemia mundial,
até o momento inexplicada, batizada de Covid 19. Guerras itinerantes, os
escândalos na geopolítica e o fim do papel moeda.
E hoje? Bem, hoje, além das boas
lembranças e de repetidas idas a consultórios e farmácias, eu vivencio o
Apocalipse.
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