segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Mau presságio


Imagens, ainda que confusas, chegaram-me por sonho. As circunstâncias em questão teriam lugar em 2048. O processo de emburrecimento da população fora totalmente levado à efeito. Conhecimento banido, salas de leitura fechadas, o aprendizado expulso, marginalizado. O legado de Prometeu, isto é, o Pântano de Informações, mais conhecido por redes sociais, teriam desempenhado papel fundamental, ou seja, imagens criadas e a multiplicidade de informações contraditórias nada fundamentadas tornaram-se alicerces basilares de toda experiência. A mídia leniente em muito colaborara. Consequentemente, gerações e gerações assomadas por bloqueio cognitivo. Com o analfabetismo funcional em destaque, plataformas de internet, além de promoverem total monitoramento e o fim das liberdades individuais, passaram a discorrer sobre tudo: ciências exatas, sociais, economia, medicina, geopolítica, previsões climáticas, arte, etc.  A Inteligência Artificial, portanto, reivindicou e conquistou uma posição soberana. Todavia, o muito resumiu-se a nada; nada entender, nada reclamar, tudo aceitar. Enfim, uma subserviência implantada. E foi com esse espírito que o sistema de governança mundial assumiu o status de feudalismo digital.

                           


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