terça-feira, 19 de maio de 2026

Anedota histórica

 

Primeira dúvida: seria folclore ou fofoca? E desta feita envolve o nome de Rui Barbosa, que recebeu do Barão de Rio Branco o título de Águia de Haia. O acontecido teve lugar na cidade de Haia, na Holanda, atualmente Países Baixos. Rui Barbosa, nascido na cidade de Salvador em 1849, mestiço (mulato ou pardo), representou o Brasil na 2ª Conferência Internacional da Paz, em 1907. Nosso protagonista em questão era jurista, diplomata, político, escritor, jornalista, fundador da Academia Brasileira de Letras, coautor da Constituição de 1891, primeiro ministro da fazenda e fluente em 5 idiomas. E aqui pergunto aos ativistas acerca do racismo estrutural.

Mas voltemos à anedota. O título conferido a Rui Barbosa não foi artimanha política, pois nosso representante brilhou, de fato, em a dita Conferência, encantando a todos, até mesmo por discursar em vários idiomas. Agora sim a fofoca: dizem que certa senhora, de beleza singular e representante da nobreza de certo país nórdico, aproximou-se de Rui Barbosa e com ele entabulou conversa. Disse a princesa que jamais havia conhecido pessoa tão brilhante, educada e culta. E fez a proposta: Eles (ela e Rui) deveriam casar-se. E o argumento foi de que o filho dessa união deveria nascer com a inteligência do pai e a beleza da mãe. Ora, nosso herói era casado. E Rui Barbosa, com todo aparato diplomático que lhe era peculiar, respondeu a declinar da proposta: - “Pode ser perigoso; a criança pode nascer com a minha beleza e com a sua inteligência!”

E quem vos disse que não se plagia anedotas? O pavão, com sua inegável beleza, andava de lá para cá ensimesmado; ele pensava: “Sou tão belo, mas não consigo voar; o urubu tão feio e voa o quanto quer”. Nesse ínterim certo urubu pousou a seu lado. O pavão aproximou-se e iniciou conversa. - “Poderíamos nos unir em casamento; nosso filho teria a minha beleza e poderia voar livremente pelos céus. O urubu topou. Em suma, nasceu o peru: feio pra caramba e não voa!

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