sexta-feira, 26 de junho de 2026

IA humanizada

 

Pelo andar da carruagem, tudo está por se tornar refém da Inteligência Artificial. Já se fala até em prisões futuristas realizadas com IA. Simples: após a condenação, os apenados passariam algumas horas ligados a uma máquina “comandada” por Inteligência Artificial, de onde sairiam totalmente curados de qualquer desequilíbrio, comportamento antissocial e/ou agressividade, e prontos a retomarem o convívio social. O aparelho seria capaz de tornarem os ditos condenados, com apenas alguns minutos, em pessoas íntegras, honestas, corretas, justas, empáticas, etc., etc., etc.

Além da pretensão de construir um novo deus, incomoda-me o fato de que a interação com seres humanos venha contagiar a própria IA. Afinal o que se pode esperar da humanização de algoritmos? Imaginai uma Inteligência Artificial com Transtorno de Personalidade Borderline, ou, até mesmo um declarado psicopata. Não vos deixeis enganar, porque depois de humanizada, a Inteligência Artificial assimilará o vulgacho, o prepóstero. A depravidade será inevitável.  

Sei que o tema é dissentâneo, mais mesmo assim permito-me vos perguntar: Quem poderia exprobrar comportamentos de uma IA, já que absoluta? Desprovida de quaisquer sentimentos, sensações e afeições, todas as tentativas de demonstrar um mínimo de respeito aos seres humanos seria írrita; decisões tomadas e justificadas em prol de alguém seria mero disfarce, um ridículo coonestar.   

Não nos submetamos, portanto, a esse novo modelo de escravidão. Exerçamos nossa manumissão!

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