Pelo andar da carruagem, tudo está por se tornar refém da Inteligência Artificial. Já se fala até em prisões futuristas realizadas com IA. Simples: após a condenação, os apenados passariam algumas horas ligados a uma máquina “comandada” por Inteligência Artificial, de onde sairiam totalmente curados de qualquer desequilíbrio, comportamento antissocial e/ou agressividade, e prontos a retomarem o convívio social. O aparelho seria capaz de tornarem os ditos condenados, com apenas alguns minutos, em pessoas íntegras, honestas, corretas, justas, empáticas, etc., etc., etc.
Além da pretensão de construir um novo
deus, incomoda-me o fato de que a interação com seres humanos venha contagiar a
própria IA. Afinal o que se pode esperar da humanização de algoritmos? Imaginai
uma Inteligência Artificial com Transtorno de Personalidade Borderline, ou, até
mesmo um declarado psicopata. Não vos deixeis enganar, porque depois de
humanizada, a Inteligência Artificial assimilará o vulgacho, o prepóstero. A
depravidade será inevitável.
Sei que o tema é dissentâneo, mais
mesmo assim permito-me vos perguntar: Quem poderia exprobrar comportamentos de
uma IA, já que absoluta? Desprovida de quaisquer sentimentos, sensações e afeições,
todas as tentativas de demonstrar um mínimo de respeito aos seres humanos seria
írrita; decisões tomadas e justificadas em prol de alguém seria mero disfarce,
um ridículo coonestar.
Não nos submetamos, portanto, a esse
novo modelo de escravidão. Exerçamos nossa manumissão!
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