quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Terapia educacional


Ainda surpreso, descubro que alguns cargos públicos promovem um “certo grau” de conhecimento. Quereis um exemplo? A presidência da República! Não, eu não me referi à honestidade, nem tampouco à seriedade do pleito. Eu falo em uma obrigatória terapia educacional, que nada tem a ver com Paulo Freire. O presidente é chegado a discursos, inegavelmente, sejam narrativas ou não. Contudo, podeis observar que nestes mais de 20 anos seu palavreado melhorou, muito embora o tempo de cadeia; o conteúdo sim, continua carente de fundamento. Há quem diga (quanta maldade!) que ele usa ponto, ou que lê no teleprompter. Mas ele improvisa, e seus improvisos melhoraram muito em se tratando de prosódia.

Já os grandes discursos por ele proferidos certamente são lidos e relidos de modo antecipado, mesmo que ele desconheça grande parte da terminologia empregada, afinal ele representa a educação que tanto defende: o analfabetismo funcional. Já escrever... Por favor, que não ouseis ensiná-lo a classificar orações! Fico a imaginar Lula declarar certa oração como subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Putz! Podeis não crer no que digo, mas ouvi Celso Amorim, já sem a paciência de diplomata, falar: “Presidente, antes de P ou B só se usa M”.

E como todo parvo consciente da própria deficiência cognitiva, apelou para a piada: “Se é para falar de MPB ou de música, eu vou chamar o Chico Buarque".


             

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